Após pesquisas na net, vimos que o trombolítico, para fazer efeito, deve ser ministrado até 4 horas após o AVC.
Ficamos muito esperançosas, pois, do início do AVC até o primeiro atendimento hospitalar não levou mais do que 50 minutos. Glória!!! Papi estava salvo!
Mas, como com o Pinheiro tudo acontece, o coágulo no cérebro não dissolveu e permaneceu ali por alguns dias, levando-o a um quadro de "quase" AVC Hemorrágico.
Passaram-se os dias e após uma tomografia o coágulo havia se desfeito.
Agora, era necessário pensar na carótida esquerda entupida!
O procedimento para desentupi-la era colocar um stent. Porém, como o sangue estava muito fino por conta do trombolítico e dos demais remédios para dissolver o coágulo, este procedimento era arriscado.
Então, o negócio era esperar!!!
Enquanto nós esperávamos, eu, em plena Florianópolis, só ficava com o coração apertado!!!
Eu pensava que uma pessoa com quadro de AVC ficava inconsciente sobre o que estava acontecendo. Pura ilusão! Meu pai tinha plena noção que havia sofrido um AVC! Ele respondia sim e não com a cabeça, chorava por não conseguir falar, se emocionava quando via minha mãe!
Além das limitações da fala, movimentos, meu papi sofreu com as limitações relacionadas ao pudor. Urinava e evacoava na fralda e precisava se ajuda para se banhar.
A realidade de um paciente vítima de AVC é dura, mas precisa ser encarada como um processo natural pós-AVC!
Os primeiros dias são cruéis, mas nada melhor do que buscar histórias positivas sobre pessoas que superaram este problema!!!
Foi isso que eu e minhas irmãs fizemos: corremos atrás de informação.
Hoje, 54 dias após o AVC, papi já vai ao banheiro e ainda precisa de auxílio no banho, mas somente para sentar na cadeira higiênica.
Entretanto, é preciso todos saberem que um AVC de um paciente não é igual ao AVC de outro paciente. A recuperação depende de vários fatores, dentre eles, a força de vontade de quem sofre o AVC.
Foto tirada em 04 de julho de 2014, 14 dias após o AVC.
Papi dormindo como um anjo!





